A preocupação dos enfermeiros de Angola no Uíge.
Os participantes do quarto congresso da Associação Nacional dos Enfermeiros (Anea) e das II jornadas científicas de enfermagem que decorreram de 10 a 12 do corrente, na cidade do Uíge,
manifestaram-se hoje, quinta-feira, no termo do encontro, preocupados com a fuga massiva nos últimos anos de profissionais para outras áreas, devido aos baixos salários que estes auferem.
Segundo o comunicado final da reunião, a que a Angop teve acesso, os participantes constataram que a fuga dos profissionais tem contribuído para a redução da força de trabalho do sistema
nacional de saúde e consequentemente a agravar a qualidade de assistência sanitária prestada às populações.
"Os congressistas recomendam a aprovação urgente da carreira de enfermagem e a implementação do pagamento dos subsídios do cargo de direcção e chefia, horas acrescidas, subsídio de isolamento e
de fixação de periferia", apelaram os participantes.
A vice-ministra da Saúde, Evelize Frestas, que presidiu o encerramento das jornadas cientificas, disse que a classe de enfermagem muito tem feito para garantir saúde, daí o que eleva as
responsabilidades dos profissionais, lembrando, contudo, que os problemas de saúde são ainda muitos ao nível do país.
"A par das doenças transmissíveis, tais como a malária, as doenças diarreicas agudas e respiratórias, a tuberculose e o Vih/Sida, o país tem vindo a registar o aumento de doenças crónicas como a
hipertensão e as diabetes", lembrou.
No acto foram lidas mensagens da Associação Nacional dos Enfermeiros e do Sindicato dos Enfermeiros, nas quais solicitam ao Governo que preste maior atenção aos profissionais, uma vez que estes
constituem o alicerce do Sistema Nacional de Saúde.
O congresso dos enfermeiros decorreu, em simultâneo, com a realização das II jornadas de enfermagem.
Angop