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Portal da Damba e da História do Kongo

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O heroísmo do soba MBYANDA NGUNGA.

Publicado por Muana Damba activado 1 Junio 2016, 07:35am

Etiquetas: #Fragmentos históricos da Damba, #Fragmentos históricos do Uíge.

Desde 1908, os angolanos de expressão Kongo entraram em rebelião contra a ocupaçâo lusitana, devido as leis promulgadas naquele tempo, que os obrigava a pagar o imposto de cubata e de fornecimentos de carregadores (ngambas), à administraçâo colonial.

Tulante Mbuta vai encarnar esta rebelião, inspirando-se das revoltas dos Solongos do Kingombe, Tombe e Kinzawu, liderados pelo soba Lengo, em 1908; dos Sobas Namputu e Nzawu a Mbakana, na Damba, em 1909; e sobretudo da marcha dos homens armados do Kimbumbuzi para São Salvador, em 1910. Os bakongo recusavam pagar imposto. Assim, rejeitavam o colonialismo no seu território. Portugal vai ocupar o norte de Angola pela força.

Norton de Matos, governador de Angola naquele tempo, vai ordenar o governador do distrito do Congo, José da Silva Cardoso e o residente português em São Salvador, o general Leal Raria, para esmagar a revolta. Este último, reune forças, consegue derrotar com facilidade, graças a uma peça de morteiro "nordenfeldt", a primeira vaga de revolta, antes de ser tranferido para outra zona, em meados de 1912. Leal Faria, terminou os seus 16 anos no Congo-Português com uma brutal apreciação do valor guerreiro dos Bakongo. “Todo o gentio do Congo só é papão para meninos”. Mas enganava-se, escreveu o historiador René Pelissier, em “História das Campanhas de Angola”.

A derrota portuguesa no Pombo em 1913

O citado historiador, comentou ainda sobre o valor guerreiro de angolanos em seguinte termos:

"Ainda em 1912, mas sem que possamos dar a data certa, os comerciantes europeus da região do Pombo, a leste da Damba, que fora ocupada em 1911, foram convidados a retirar antes que interviesse a ocupação militar. Numa data não especificada, mas talvez de Julho a Setembro de 1913, ou no Outono, durante três meses, a penetração portuguesa para leste da Damba deparou com uma resistência que desmentia a reputação militar dos Bakongo. Depois de armazenar 200 toneladas de pólvora e 10.000 espingardas entre os anos de 1911 e 1913, os Sossos bateram-se tão bem no Pombo que conseguiram matar o capitão Praça e um sargento. Desde 1859 nenhum capitão português conhecia no Noroeste angolano a sorte do capitão Militão de Gusmão. É lamentável que não tenhamos melhores informes sobre as condições em que se verificou esta derrota, mas podemos considerá-la de capital importância, atendendo a que o Governador-Geral Norton de Matos cita o “desastre da coluna do Pombo e Sosso” entre as causas da grande revolta que iria devastar o Congo durante anos."

Fontes orais citam o soba do Nsoso, MBYANDA NGUNGA, quem comandou os guerreiros africanos nesta batalha, com a finalidadede socorrer o povo do Pombo, contra tropa portuguesa, que pretendiam colocar a administraçâo colonial naquela localidade da actual província do Uíge.

Como está referido, a guerra foi moderna, onde as armas de fogo foram utilizadas de ambas partes. De um lado, os portugueses, cujos os oficiais passaram pela academia militar e de outro, africanos simples comantentes que se defendiam contra ocupaçâo europeia.

O soba Mbyanda Ngunga, será o ultimo soberano Kongo a lutar contra a presença lusitana, 5 anos depois de neutralização do Tulante Mbuta, em 1915, na primeira insurreiçâo no noroeste angolano. Será artisão também dos ataques com os seus Makesa (na imagem), no Bungo, Puri e nos Bwengas. No Kivuenga, no actual município do Songo, foi auxiliado pelo seu adjunto soba Makabongo, em 1918.

O heroísmo do soba MBYANDA NGUNGA.

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