Versos de um militar "obrigado" a ir para a guerra.
Versos de um militar "obrigado" a ir para a guerra
Maquela do Zombo - Angola
In "versos na guerra versos na paz"
Sérgio O. Sá
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Um soldado à deriva
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Nesta terra avermelhada
Pelo sangue de tanta gente
Anda esta vida obrigada
A ver a morte de frente
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Segue trilhos e pegadas
Entre o capim, no sertão
Desta terra deserdada.
Leva uma arma na mão
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Mata inocentes que lutam
Pela sua liberdade.
Um herói passa por ser...
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E entre aqueles que disputam
As honras da crueldade
Só mata p´ra não morrer
Esta qualidade, inerente a todos os povos, de se libertarem do jugo de estranhos parecendo que se submetem ao domínio daqueles que deles se tentam aproveitar, está bem patente no artigo no Diário de Notícias assinado pelo governador do distrito do Congo, José da Silva Cardoso:
Em todos os casos o objectivo real da rebelião é sempre o forte desejo que o preto tem de sacudir o jugo do branco, ao qual se submete aparentemente, respeitando a sua força, e admirando o seu
engenho, mas detestando o seu ascendente.”