Por José Bule | Uíge
Reabilitação de estradas é um dos maiores desafios do Governo e tem facilitado a circulação de pessoas e bens
Fotografia: Felipe Botelho
A governadora do Uíge em exercício, que presidiu ao acto provincial do Dia da Independência, lembrou os sinais de desenvolvimento que a província regista desde 11 de Novembro de 1975.
Piedade Samuel Hebo recordou que, depois da proclamação da independência, o país foi submetido a uma guerra cruel que devastou todas as infra-estruturas do país, o que obrigou os angolanos a
estarem mobilizados para a defesa da integridade territorial.
A governadora sublinhou que várias realizações foram feitas depois da conquista da paz, em 4 de Abril de 2002, e referiu, como exemplo dos ganhos da Independência, o município de Sanza Pombo,
onde foram construídas 1.677 salas de aula e dezenas de residências para os funcionários públicos e a instalação de agências bancárias e dos sistemas de telefonia móvel.
Piedade Samuel Hebo frisou também a construção de um mercado municipal de referência e o facto da administração municipal desenvolver projectos que melhoraram o processo de distribuição de água e
energia eléctrica aos munícipes.
No quadro das comemorações dos 35 anos de Independência, foram inaugurados alguns empreendimentos sociais no município.
Na aldeia Panda Minanga foi inaugurada uma escola, com seis salas de aula, e um centro de saúde.
Na aldeia Quicuxi Bunga foi, igualmente, inaugurada uma escola, com três salas de aula.
Piedade Samuel inaugurou, na quinta-feira, na sede municipal de Sanza pombo, um edifício, onde vão funcionar várias repartições da administração municipal.
Expansão das universidades
O administrador municipal de Sanza Pombo disse que o projecto de expansão das universidades, em todo o país, está entre os ganhos de maior relevância alcançados durante os 35 anos de
Independência Nacional. António Sequeira referiu que a proclamação da Independência foi uma meta atingida pelo povo angolano no seu projecto de luta contra o colonialismo português. “Com a
Independência foi possível criarmos a nossa moeda, o programa curricular do ensino foi reformulado e aumentaram as unidades hospitalares com serviços gratuitos”, afirmou.
O administrador municipal do Uíge, Afonso Luviluco, disse que a Independência permitiu aos angolanos criar as bases para uma Angola nova, de paz e de realização dos seus sonhos.
“Os alicerces e fundamentos da Independência permitiram ao país ultrapassar vários problemas internos e somar vários ganhos políticos, económicos, técnicos e sociais”, declarou, adiantando:
“Com o alcance da paz, em 2002, recuperamos e construimos, em pouco tempo, várias infra-estruturas em todo país, designadamente pontes, estradas, escolas, hospitais, aeroportos, centrais de água
e energia”, destacou.
O comandante da Região Militar Norte, general Sá Miranda, também recordou que Angola, após conquistar a paz, se transformou num Estado próspero, democrático e de direito.
O general, ao falar, na quinta-feira, às tropas da região, por ocasião do 35º aniversário da Independência Nacional, realçou que, nem a crise económica, que assolou o mundo, foi capaz de impedir
o país de continuar a trilhar o caminho do desenvolvimento da economia.
Com a colaboração de Nicodemos Paulo e Lucas Cabitango-J.A