Reunião ministerial traça metas para o sector das pescas na região

Ministro Pedro Canga foi representado no encontro pelo embaixador Fernando Mavunza
Fotografia: Jornal de Angola
Uma delegação angolana esteve ontem em Ponta Negra, capital económica do Congo, como observadora, na abertura da sessão ministerial extraordinária da Comissão Regional das Pescas (COREP), presidida pelo ministro do sector daquele país.
O embaixador de Angola, Pedro Fernando Mavunza, representou o ministro angolano da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Pedro Canga.
A chefe do Departamento da Aquacultura junto a Direcção Nacional das Pescas, Ilda Lucas, também fez parte da delegação.
Além do cônsul geral de Angola em Ponta-Negra, António Tombia, e dos delegados do país anfitrião, participaram na sessão, também como observadores, representantes do Gabão, dos Camarões, da
República Democrática do Congo e da Guiné Equatorial.
A COREP, órgão especializado da Comunidade Económica dos Estados da África Central, com sede em Libreville, é constituída por cinco países membros e dois observadores, todos situados na região
do Golfo da Guiné.
Peritos dos países, reunidos na véspera para preparar a sessão de ontem, adoptaram um relatório que foi submetido à análise dos ministros.
Entre vários assuntos constantes do relatório figurava a possibilidade de realização, até no fim do ano, de uma reunião científica da COREP e da oitava sessão ministerial. A convenção
sobre o desenvolvimento das pescas no Golfo da Guiné refere que os Estados membros devem estabelecer uma plataforma regional para à elaboração de políticas harmonizadas em matéria das
pescas, com a parceria de organizações internacionais competentes, no quadro de uma estratégia do ordenamento das actividades pesqueiras ao serviço do desenvolvimento socio-económico da
população. O Ministério da Agricultura e Pescas de Angola tem estado a executar um programa de recuperação das embarcações que se encontram abandonadas ao longo da costa das províncias de
Luanda e do Bengo.
O projecto é piloto e visa averiguar se faz mais sentido investir na recuperação das embarcações existentes ou na aquisição de novas.
O pagamento da recuperação dos barcos está a cargo do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Pesca (FADEPA) e que depois de recuperadas as embarcações são comercializadas aos interessados. As
primeiras 25 embarcações foram distribuídas aos pescadores.
J.A