Responsável do MPLA considera liberdade primeiro ganho da independência.
Uíge - A coordenadora da Comissão da Disciplina e Auditoria do Comité Provincial do MPLA no Uíge, Albertina Cuginga Moco Muxindu, afirmou hoje, quarta-feira, nesta cidade, que a liberdade constitui o primeiro ganho dos 35 anos da independência para os angolanos.
Em declarações à Angop, a também secretaria da Organização da Mulher Angolana no Uíge, disse que com a independência o angolano libertou-se do jugo colonial, tornou-se dono de si, soberano para
dirigir os destinos do seu país.
No domínio político, adiantou, as instituições estão organizadas e vão se consolidando. "A democracia está assente, realizamos eleições legislativas, em 2008, e foi aprovada este ano a
Constituição", precisou .
Albertina Cuginga Moco realçou que os ganhos da independência são vários e, com a paz, que o país vive há oito anos, estão a ser recuperadas infra-estruturas sociais, apontando como beneficios
para a província do Uige, a reabilitação das estradas que ligam o Uíge a Caxito e Luanda, Uíge à Damba e Alfandega/Macocola.
Referenciou a intervenção em pontes, infra-estruturas escolares e sanitárias, destacando que a província hoje tem nível de ensino superior, a Universidade Kimpavita, prova da aposta na formação
de quadros nacionais como ganho da independência.
"Vamos continuar a trabalhar ante os próximos desafios", frisou, apelando a camada juvenil a ser patriota, seguindo os ideais daqueles que lutaram para que Angola se tornasse
independente.
Exortou os jovens a abdicarem da má conduta, que em nada os dignifica, como a prática da delinquência, o uso das drogas e o consumo desrregrado de bebidas alcoólicas, convidando, a propósito, a
pautarem por aquilo que é bom, participando activamente na reconstrução do país, em particular da província.
Outro apelo direccionou para o cuidado que deve ser dedicado a tudo quanto o governo coloca à disposição da população, por forma a que venha a servir também para o bem estar das gerações
vindouras.
Albertina Cuginga Moco exortou igualmente as mulheres da província a afluírem ao acto político quinta-feira, defronte ao palácio da Justiça que marcará as celebrações de independência nacional, a
nível da província.
Instada a falar do processo orgânico da OMA em curso, a secretaria da organização feminina do MPLA no Uíge disse já terem terminado na província as assembleias das organizações de base, estando
previstas para a próxima etapa as assembleias comunais.
Saliente-se que a assembleia provincial está marcada para o mês de Janeiro de 2011, com a participação de 401 delegadas.
Angop