Momento em que o governador entregava uma viatura à direcção da TPA
Fotografia: José Bule | Uíge
O governador provincial do Uíge entregou, no fim-de-semana, à direcção provincial da Televisão Pública de Angola uma viatura e 32 mil dólares para a compra de duas câmaras de filmagem.
Depois de ter visitado demoradamente os estúdios da TPA-Uíge, de onde são transmitidas em directo notícias para os programas “Bom-dia Angola” e “Ecos e Factos”, para além das instalações onde
funcionam os serviços administrativos do órgão, Paulo Pombolo disse que o governo local está empenhado na melhoria do desempenho dos órgãos de Comunicação Social em geral e da TPA em particular,
querendo oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais de informação.
O governador referiu que as câmaras de filmagem a serem adquiridas vão oferecer maior mobilidade aos profissionais da TPA na recolha de imagens sobre os diferentes factos que possam ocorrer na
região, enquanto a viatura vai facilitar e assegurar as reportagens feitas no interior da província.
“Vamos agora pensar em idealizar um Centro de Produção local. Podemos pensar, numa primeira fase, em arrendar uma casa e depois evoluirmos para uma construção definitiva”, disse Paulo
Pombolo.
O governador do Uíge referiu, por outro lado, que “antes de tudo, é necessário que os quadros disponíveis sejam acarinhados e motivados, para continuarem a desempenhar as suas funções com muito
profissionalismo”.
Imprensa militar
Provenientes de diferentes regiões militares do país, 70 jornalistas que integram as Forças Armadas Angolanas participaram no III Seminário de Imprensa Militar, que decorreu a 27 e 28 de Outubro,
na sala de conferências da Região Militar Norte, na cidade do Uíge.
O seminário consistiu numa acção de formação destinada a formar os jornalistas militares na área das tecnologias de informação e nas técnicas de recolha, tratamento e divulgação da
informação.
Na abertura do seminário, o comandante da Região Militar Norte, general Gouveia de Sá Miranda, referiu que “não é tarefa fácil difundir mensagens capazes de mudar ideias e transformar
mentalidades. Esta missão é de grande importância, pois é responsabilidade dos jornalistas mobilizar e sensibilizar a sociedade e, fundamentalmente, as FAA na interpretação do real sentido de uma
nação”, disse.
O comandante Sá Miranda encorajou os participantes no seminário a darem o melhor de si, porque, segundo ele, “a comunicação é o maior veículo de socialização e a imprensa militar joga um papel
importante na actual fase de reedificação dos órgãos das Forças Armadas e de mentalidades do homem”, sublinhou.
Apesar das dificuldades, continuou, os profissionais de informação devem cumprir com zelo o seu dever. “É vossa obrigação manter os vínculos de coesão, patriotismo e camaradagem entre os
combatentes, levantando bem alto o facho da paz, da independência e da reconciliação nacional, garantindo assim a integridade territorial”.
Entre outras matérias, os participantes no seminário falaram sobre “A dinâmica dos Media no Espaço e na Opinião Pública”, “A Marca na Preservação da Imagem Institucional”, “Estratégias de Difusão
na Era da Globalização”, “A Liberdade de Imprensa no Ordenamento Jurídico Angolano”, “A Dicotomia Entre o Texto Universitário e o Texto Jornalístico”, “O Papel da Rádio Comunitária”, “A Lei dos
Crimes Militares e Sua Implicação na Imprensa Militar”.
As matérias foram ministradas por jornalistas dos órgãos de comunicação social locais e alguns idos da capital do país (Luanda).
J.A