Festa da cultura movimentou o país.
Momento em que a ministra Rosa Cruz e Silva assistia à demonstração da máquina artesanal
Fotografia: Eduardo Pedro
A cidade do Uíge registou uma movimentação jamais vista nos últimos anos. Foi lá que se realizou o acto central do Dia da Cultura Nacional, assinalado no dia 8. A festa da cultura movimentou o país.
Prova disso são as várias actividades realizadas em prol da data, em todo o território nacional. No Uíge, mais de 60 expositores, entre artesãos, oleiros, músicos, escritores e artistas plásticos expuseram as suas obras na Praça da Independência. Tratou-se da maior feira de produtos artísticos nacionais e de medicamentos tradicionais.
A ministra da Cultura Rosa Cruz e Silva ficou impressionada com os produtos expostos e defendeu a necessidade de se identificarem mais espaços no país, onde os criadores angolanos possam desenvolver actividades e vender o que fazem. Representantes dos municípios da Damba, Quimbele, Milunga, Mucaba, Uíge e Bembe preencheram o espaço reservado a este sector. As panelas de barro, muringues, jarros, cafeteiras e outros elementos para decoração, feitos de barro e argila, foram também expostos pelos oleiros locais e despertaram a atenção, incluindo da ministra, devido à fama atribuída a estes utensílios na confecção de iguarias.
A tapeçaria esteve, igualmente, representada, com esteiras, tapetes e outros elementos feitos com fibras de ramos de bordão. Além de artesanato, olaria, artes plásticas, pinturas, tapeçarias e música, várias livrarias e editoras expuseram mais de três mil livros de carácter didáctico, científico, cultural e bibliográfico.
J.A