Comissão avalia condições de recepção dos repatriados da RDC
Uíge - Uma comissão multi-sectorial do governo
provincial do Uíge deslocou-se no último fim-de-semana ao município de Maquela do Zombo, 310 quilómetros a norte da cidade do Uíge, para avaliar as condições de recepção dos angolanos
a serem repatriados voluntariamente da República Democrática do Congo (RDC).
A comissão é coordenada pela vice-governadora para o sector político e social no Uíge, Maria Fernandes da Silva e Silva, e integra igualmente os responsáveis e funcionários de diversas
instituições locais, ONG, UNHCR e Organização Internacional de Migração (OIM), tendo visitado os campos de acolhimento na vila de Maquela e no posto fronteiriço de Kimbata.
Durante a sua permanência no município de Maquela, a comissão além dos campos de repatriamento da vila de Maquela com 30 casas e visitou o posto de saúde da fronteira de Kimbata.
Falando à imprensa no termo da visita, a vice–governadora Maria Fernandes da Silva e Silva referiu estarem criadas melhores condições nos campos de repatriamento para receber os angolanos
que ainda se encontram na República Democrático do Congo (RDC), defendendo ainda a necessidade de se rever algumas infraestruturas destruídas pela chuva.
Maria da Silva disse que logo que se conclua a melhoria de condições, sobretudo daquilo que foi danificado pela chuva, dar-se-a início ao processo de repatriamento, previsto para Abril próximo.
“Fizemos uma avaliação positiva porque o importante foi o que aconteceu agora, fez-se um encontro de três partes, isto é, as representações da Nações Unidas, Ministério da Assistência de
Reinserção Social (Minars) e governo provincial, depois de constatar as condições que foram criadas a este propósito", frisou.
Fez saber que actualmente decorrem os trabalhos de limpeza dos campos, colocação de novas tendas e latrinas.
A coordenadora de repatriamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (UNHCR) em Angola, Marcarida Fawke disse que as condições de transporte e logísticas estão criadas,
devendo o repatriamento iniciar a 15 de Abril do ano em curso, adiantando que mais de dois mil refugiados angolanos estão já registados.
Adiantou que o número poderá aumentar, porque este levantamento remonta a 2010.
Margarida Fawke enalteceu os esforços do executivo angolano na reparação do troço que parte da sede capital de Maquela do Zombo/Kimbata, visto que vai facilitar o regresso dos angolanos da RDC,
assim como a livre circulação de pessoas e bens.
O director provincial da saúde no Uíge, Benji Moco Henrique disse que a sua instituição irá manter nos campos de repatriamentos vários grupos de serviço de saúde, como de vacinação as crianças
menores de cinco anos de idade e grávidas, testagem de Vih/Sida e outras doenças de transmissão sexual.
Angop