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Portal da Damba e da História do Kongo

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A periodização da história do Tokoísmo

Publicado por Muana Damba activado 15 Abril 2016, 22:15pm

Etiquetas: #Religião

A periodização da história do Tokoísmo

1. RAZÕES QUE LEVARAM-NOS A TRAZERMOS À RIBALTA EXTRACTOS DO TEMA ABORDADO PELO MANUAL DE PERIODIZAÇÃO DO TOCOISMO

1.1. No presente artigo, vamos trazer à ribalta um dos mais complexos temas dos Estudos Tocoístas, que é o da periodização da história do Tocoísmo e dos fenómenos paralelos que vem produzindo na sociedade, nomeadamente, o Profetismo Tocoísta, o Messianismo Tocoísta, o Evangelismo Tocoísta, o Nacionalismo Tocoísta, a Ideologia dos Tocoístas, a Yavelogia (a Teologia dos Tocoístas), a Literatura Tocoísta, a Intelectualidade Tocoísta (a Intelligentsia Tocoísta), a Conflitualidade no Tocoísmo e os Distintos Tocoísmos. A relevância desta abordagem, reside no facto de ser a simplificada forma de sistematização das realidades Tocoístas, que propicie o ensino da história do Tocoísmo enquanto área específica de estudos em ciências sociais.

1.2. Esta interessante problemática dos Estudos Tocoístas, é matéria de abordagem de um Manual de três capítulos produzido recentemente pela Nova Esperança Tocoísta (GCNET) com o titulo “Manual de Periodização da História do Tocoísmo” , com a finalidade de: 1. Conceber um instrumento regulador nos Estudos Tocoístas; 2. Identificar os factores que estão na base do processo de formação de cada um dos períodos do Tocoísmo e de suas facetas, seu início e fim, tal como os elementos invariáveis que até certo grau estão presentes nos períodos subsequentes; 3. Descrever as principais dimensões do Tocoísmo que emergem na sociedade, como consequência directa de factores sociais, políticos, económicos, espirituais e religiosos, e que carecem de uma autonomização periodológica, distinta da periodização do Tocoísmo; 4. Avaliar a simbologia do Tocoísmo e seus significados, a contextualização de cada uma das suas fases e de todo um conjunto de factores que definem o Tocoísmo como um fenómeno social no mundo contemporâneo.

1.3 Uma grande contribuição que esta obra trás para os Estudos Tocoístas, é o facto de ter identificado os três eventos históricos milenares que se fundamenta e se erige a história do Tocoísmo, que são: 1. A Relembrança da Igreja de Cristo em África, cuja origem parte do Patriarca hebraico Abraão, o pai da fé e das nações (Géneses 12:1-20); 2. A visitação de Deus à segunda casa, a casa de Esaú após ter visitado a de Jacob e que culminou em 1973 com o resgate da bênção perdida por Esaú (Géneses 27:1-40). E por ultimo, 3. O dilúvio ocorrido no Lunzamba em Maquela do Zombo, que inundou o extenso vale e as suas três aldeias (Mbanza Lunzamba, Mbanza Selelé e Mbanza Tadi), e que está igualmente na origem do Tocoísmo (da Relembrança) e da cosmologia dos Tocoístas e dos povos da região do Zombo.

1.4. Em relação ao MITO SOBRE LUNZAMBA, as fontes credíveis do Tocoísmo revelam que o dilúvio deveu-se pelo facto de Yave (Deus) ter posto à prova as populações desta localidade, por terem sido os privilegiados enquanto Povo eleito para cumprimento de missões que visam a consumação dos Seus desígnios de redenção da humanidade no final dos tempos, e assim foi por intermédio de Simão Toco e dos Tocoístas. O Lunzamba com as suas típicas características, seus tabús, ritos e cultos e enigmas, é portador de um modelo social pré-existente, e situa-se no Município de Maquela do Zombo num extenso vale, a poucos quilómetros do posto fronteiriço de Kimbata (Angola) e de Kimpangu (RDC), e do outro lado à direita, podemos encontrar no cimo, a aldeia de Nzolo Tulumba, há poucos quilómetros do Ntaya/Makela do Zombo.

2. A PERIODIZAÇÃO NO TOCOÍSMO

2.1. A periodização é um método cronológico utilizado para contagem e divisão do tempo histórico da humanidade (sistema de normas) para fins didácticos, ou seja, é a divisão da história em fases, algo que deve atender sempre as condições específicas da evolução dos povos ao longo dos tempos. O Tocoísmo nas suas várias dimensões (as suas várias especificidades), situa-se forçosamente no devir temporal e no transcurso histórico, onde as suas realizações não se inscrevem de um modo acidental, mas sim, dentro de um encadeamento coerente.

2.2. É evidente que desde o surgimento do Tocoísmo, os estudiosos dos fenómenos religiosos (antropólogos, sociólogos, historiadores, filósofos, teólogos, espiritualistas, místicos), motivados por exigências meramente críticas, ideológicas ou mesmo mercadológicas, têm se esforçado a fim de melhor caracterizarem o Tocoísmo, mas acabam sempre estabelecendo determinadas periodizações sem terem em linha de conta os seus fundamentos, tal como mais abaixo nos iremos debruçar.

2.3. No entanto, somos obrigados a reconhecer que as tentativas que se fazem em torno da periodização da história do Tocoísmo, apresentam-se inconsistentes, muito confusas e distorcidas, com sucessivas omissões, imprecisões e acentuadas heterogeneidades, facto que tem provocado inúmeras confundibilidades e interpretações erróneas acerca do Tocoísmo, situação que se tem agravado devido várias dissidências e apostasias ocorridas no Universo Tocoísta.

2.4. Uma outra dificuldade que se tem constatado nos Estudos Tocoístas, está relacionada com a tendência evidenciada por muitos académicos e autores que procuram enfeudar a história do Tocoísmo à história do Kongo ou mesmo à fenómenos como o messianismo Kongo, o nacionalismo Angolano, a Teologia Africana, a ideologia anti-colonial e anti-comunista, sem terem em consideração as suas peculiaridades, fixando a sua periodização segundo eventos e critérios metodológicos definidos para os fenómenos acima referidos, demonstrando que existe uma ausência de autonomia e de desenvolvimento próprio do Tocoísmo. Em nosso entender, isto não condiz com a realidade dos factos, pois, o Tocoísmo apresentam-se como um campo aberto, disponível e fértil para a realização de uma variedade de estudos em ciências sociais.

2.5. Daqui se pode aduzir que a periodização do Tocoísmo não deve ser uma mera divisão cronológica dos fenómenos inerentes à si, muito menos um simples esquema do encadeamento histórica de um grupo social, visto que cada um dos seus períodos se define pela predominância de um conjunto de elementos e valores que se sucedem através de zonas difusas de imbrigações e de interpretações recíprocas e não pela vigência de um único valor, ou por uma sucessão periódica de forma linear e rígida. Logo, é complexo o processo de formação de cada um dos seus períodos, o fim e o início do período subsequente, havendo sempre em cada um deles, um grau variável de elementos do anterior período.

2.6. Relativamente aos métodos de classificação dos marcos temporais da historiografia do Tocoísmo, isto é, fases e etapas que definem o começo e o fim dos períodos, o Manual em referência teve em linha de conta a simbologia do Tocoísmo e seus significados, os acontecimentos e eventos sócio-políticos-económicos-culturais e religiosos que geraram rupturas (quebra na continuidade da rotina ou acção Tocoísta) nos períodos de 1943-1949, 1949-1961, 1961-1974, 1974-1984, 1984-1999), a respectiva contextualização do Tocoísmo em cada uma das suas fases, tendo em atenção a localidade onde esteve Simão Toco e se desenrolou as acções Tocoístas desenvolvidas no período, bem como os factos que revelam a passagem de uma fase ou etapa para outra.

3. PERÍODOS DA HISTÓRIA DO TOCOÍSMO

Deste modo, o Manual de que estamos a nos servir divide a História do Tocoísmo em quatro períodos distintos que são: 1. Período pré-Tocoísta, 2. o do Proto-Tocoísmo, 3. Período Tocoísta e 4. Período das dissidências e da emergência do Neotocoísmo.

3.1.PRÉ-TOCOÍSMO: (Do dilúvio de Lunzamba ao encontro de Simão Toco com os Anjos no Bembe em 1942).

Segundo o Manual periodológico, este longo e obscuro período que está na base da emergência do Tocoísmo, abarca acontecimentos registados desde o dilúvio de Lunzamba na região do Zombo, até o encontro de Simão Toco com os Anjos de Yave no Bembe em 1942. Pelas evidências de vária ordem, o diluvio afigura-se ser anterior a presença portuguesa no Kongo, mas a intervenção do profeta Naum no infortúnio, levanta a hipótese de ter ocorrido aproximadamente há certa três mil anos, mas somente estudos de arqueólogos, etnógrafos, historiadores, sociólogos e linguistas poderão determinar em concreto a provável data deste acontecimento.

Também abrange o período do percurso trilhado pelos Zombo de Mbanza Kongo para Nkusu Mpete e de Ndele para os diversos territórios em que assentaram as suas gentes, quer na Região do Zombo, como na diáspora no Kongo Belga (RDC), coincidindo com o período pré-colonial, colonial, das grandes migrações dos povos Bantu, estendendo-se à época da colonização efectiva de África e da Missionação ocidental, até o período da emergência do pan-africanismo, do nativismo Kongo e Angolano, do profetismo e messianismo Kongo, das duas grandes guerras mundiais e das premissas do processo de descolonização de África.

Mas o Manual inicia a descrição deste extenso período, cingindo-se apenas no percurso trilhada pelo Povo eleito desde o dilúvio de Lunzamba, dispensando os acontecimentos registados de Abraão à Esaú, de Moisés à Jesus Cristo, seus Discípulos e Apóstolos, até a realização do Concílio de Niceia em 325 d.C.
Este longo período aparece dividido em 8 etapas, com seus respectivos temas e principais expoentes.

3.2. PROTO-TOCOÍSMO (1943-1949)

O breve período de 06 anos, é aqui apresentado pelo Manual como sendo fértil de inúmeros acontecimentos, processos e fenómenos de vária índole, reflectindo a fase em que ocorre em Abril de 1943 a formação do Coro de Kibokolo que está na origem da emergência do Nacionalismo Zombo na diáspora, terminando com o acto de recepção do Coro de Kibokolo na Igreja de Itaga em Leopoldville em meados de Julho de 1949 pelo Reverendo Salmon, após seu regresso da celebração dos 50 anos da Missão ocorrida na BMS/Kibokolo.

Para os Estudos Tocoístas, o período do PROTO-TOCOÍSMO torna-se no mais complexo e crucial momento analítico da história do Tocoísmo, pois, três questões incontornáveis devem merecer a devida atenção da Intelligentsia Tocoísta:

a. O que está na origem do surgimento do Coro de Kibokolo?

b. Como se pode caracterizar o seu duplo movimento nestes seis anos: o de continuidade (do discurso e praticas dos movimentos nativistas Kongo e angolano, do profetismo e messianismo Kongo), e o de ruptura do proto-Tocoísmo com este discurso e práticas dos movimentos que o antecedem para dar lugar ao Tocoísmo;

c. Qual o significado histórico do Coro de Kibokolo, tendo em atenção as práticas e discursos Tocoístas do proto-Tocoísmo?

O Manual procura deter-se nos pormenores que estão na base da sua emergência, avaliando as premissas do seu surgimento, suas dinâmicas, o seu duplo movimento: o de continuidades e o de rupturas, terminado no significado histórico do Coro de Kibokolo no período do proto-Tocoísmo.

São aspectos do proto-Tocoísmo a reter:

1. O surgimento do Coro de Kibokolo teve como premissas um conjunto de situações histórico-sociais, que vão desde a existência do contestado colonialismo e a missionação europeia e sua ideologia, a existência da diáspora Zombo no Kongo Belga, de crenças messiânicas e do mito sobre Lunzamba, o nativismo Kongo e Angolano, o profetismo e messianismo Kongo, o aparecimento do Senhor Simão Gonçalves Toco - o enviado de Yave, coincidindo com o período do proto-nacionalismo Africano e Angolano, ou seja, da fase derradeira do pan-africanismo.

2. A dinâmica do Coro esteve assente nas acções de contestação à colonização e a missionação europeia evidenciado pelos movimentos que o precederam (nativista, pan-africanista, profético, messiânico). Neste período, Simão Toco estrutura a prática e os discursos do Coro de Kibokolo, a partir do protesto havido contra a ordem colonial e missionária, o que contribui em grande medida para a emergência do Tocoísmo como tal.

Neste curto período de seis anos de intenso trabalho e de anúncios proféticos, o Coro de Kibokolo apresenta-se como o factor promotor da emergência do Tocoísmo. Logo, não há Tocoísmo sem o Coro de Kibokolo, cujo protagonistas e memórias ainda estão em vida.
De referir que todos as dimensões do Tocoísmo citados em 1.1, têm a sua génese no Proto-Tocoísmo, coincidindo com o período do PROTO-NACIONALISMO ANGOLANO que surge do nativismo angolano, com o mesmo discurso e práticas.

Os seis anos foram que visavam despertar e instruir bíblica, espiritual e ideologicamente o Povo que Yave o indicara ao Senhor Simão Gonçalves Toco, o profeta, quando ainda se encontrava no Bembe como professor, cuja missão recaídos neles (povo eleito) era há da Relembrança da Igreja de Cristo e sua consequente implantação e expansão do mundo. Com a descida do Espírito Santo em Julho de 1949 que lhes confere uma nova identidade e os lançam na luta espiritual contra os colonialistas, a missionação e as forças satânicas, decide levar bola (mensagem de Yave) para Angola, a terra da promessa e conquistar os ESCOLHIDOS DE YAVE para que junto com os ELEITOS, constituíssem os adoradores de Yave: Os Tocoístas.

Este período está dividido em 7 etapas com seus respectivos temas e principais expoentes, destacando-se aqui o próprio Simão Toco, o profeta Simon Kimbangu que na altura encontrava-se preso em Lubumbashi e o sacerdote Bamba Emanuel.

3.3. PERIODO TOCOÍSTA: (1949-1984)

O período Tocoísta aparece neste Manual como sendo o mais importante para os Estudos Tocoístas, pois, surge em 25 de Julho de 1949 com a descida do Espirito Santo que Relembra a Igreja de Cristo desaparecida no mundo desde 325 d.C, e por consequência deste acto espiritual nasce o Tocoísmo, um fenómeno socio-religioso e espiritual muito complexo, multifacetado, transtemporal, transcultural e transnacional.

Os 12x3-1 anos (35 anos) são descritos de forma distendida como sendo o período áureo do Tocoísmo, que triunfa e se impõe contra tudo e todos, expandindo-se como um rastilho de pólvora em toda Angola e além-mar. O desenrolar dos 35 anos acompanha os acontecimentos relacionados com a descolonização de África, a emergência do moderno nacionalismo angolano, a guerra fria e o fim do Pacto de Varsóvia, a decantação no Tocoísmo, as dissidências e apostasias Tocoístas e a manifestação do anti-Cristo na Igreja de Cristo que procura parecer-se Deus e se fez de dono da Igreja e do legado espiritual deixado por Mayamona, fenómenos que antecedem a manifestação do filho do homem para a redenção da humanidade (isto é, o período da Nova espera messiânico dos Tocoístas que inicia em 1984 até o regresso do Salvador da humanidade. É o período escatológico do Tocoísmo).

Este período está assinalado por três riquíssimos sub-períodos, cada um com suas respectivas fases e etapas, a saber: período da emergência e afirmação do Tocoísmo (1949-1961), período da reestruturação do Tocoísmo (1962-1974) e período de duras provações dos Tocoístas e de crises (1974-1984).

Tal como os anteriores períodos, este também aparece dividido em varias fase em cada sub-período, cada uma com suas etapas, seus respectivos temas e principais expoentes.

3.4. PERIODO DAS DISSIDÊNCIAS E DA EMERGÊNCIA DO NEOTOCOÍSMO (Depois de 1984 a actualidade)

O 4º período do Tocoísmo, descrito no Manual de Periodização da História do Tocoísmo, é apresentado como a fase em que os Tocoístas caminham pela primeira vez sem Mayamona, o guia que Yave enviou ao seu Povo eleito com quem celebrara uma eterna Aliança em 1950 no Vale do Loge, com vista a instruí-los e conduzi-los à terra prometida. O mesmo estende-se até a contemporaneidade Tocoísta (2015) e está marcado por intrigantes controvérsias entre Tocoístas (disputa entre três principais grupos com argumentos e pontos de vistas divergentes sobre a Igreja de Cristo e o Tocoísmo), pelas dissidências verificadas à partir de 1984 e que culminaram com o surgimento do Neotocoísmo em Agosto de 2000, período este que trouxe consigo dois grandes desafio para os Tocoístas:

• A ruptura definitiva declarada no «Novo Pacto» celebrado em 31.08.2000 por Afonso Nunes, renunciando assim a Aliança de Yave firmada em 1950, que desde esta altura é observada apenas pelos fieis adoradores de Yave que constituem em 1/8 no Universo dos Tocoístas;

• Os esforços desta minoria de Tocoístas (1/8) que se mantêm fiéis à Yave e que procuram evitar a destruição do Tocoísmo que vem sendo provocada pelo Neotocoísmo, resgatando deste modo a sua essência que a maioria de Tocoístas (7/8) perderam nos últimos 50 anos de conflitualidade interna.

O Manual aponta um terceiro aspecto que marca este período, que é o desafio que a moderna cultura mundial (globalização, pluralismo cultural, espiritual e religioso) impõe ao Tocoísmo no quadro do encontro dos diferentes, que lhe exige ajustar-se e adequar-se ao que é global e plural, obrigando-o a “renunciar a sua perspectiva de orientação divina para o mundo”, situação inteiramente abraçada pelo Neotocoísmo.

Sendo assim, o período foi dividido em duas distintas fases (de 1984 à 1999 e de 2000 a contemporaneidade), por verificar-se dois fenómenos completamente diferentes.

a. 1984 - 1999: Fase das Dissidências Tocoístas sem verificar-se rompimento com o Tocoísmo, ocorrendo inclusive intercâmbios entre as distintas Direcções e grupos Corais, com laços familiares e de amizade amistosos. Excepção ocorre apenas com a apostasia herético do Mboma em 19.09.1982 no Ntaya e em Fevereiro de 1987 em Luanda com os tristes acontecimentos da Terra Nova;

b. Ruptura definitiva com o Tocoísmo (apostasia herética) e o surgimento em 2000 do declarado novo Tocoísmo: o NEOTOCOÍSMO. Aqui, o Novo Pacto significa nova aliança e consequente renúncia da Aliança celebrada pelos eleitos com Yave em 1950, nova Igreja, nova missão e programa de acção, nova fé, nova ordem eclesiástica (de profética para episcopal), novas doutrinas e dogmas, novo título, novos símbolos, etc.

O Manual procura também caracterizar o período como o momento em que a Igreja de Cristo, os Tocoístas e o Tocoísmo viram emergir o Neotocoísmo que procura desestruturar o Tocoísmo e os remete à um duplo desafio no Universo Tocoísta:

• De um lado está o Neotocoísmo que se ajusta ao mercado global e plural (Episcopado de Tocoístas e a Personificação), mas que consequentemente renuncia a perspectiva de orientação divina para o mundo - a Relembrança da Igreja de Cristo ocorrida em 1949;

• Do outro lado encontra-se o conjunto de Tocoístas espalhados e que configura o movimento Tocoísta que tende ao seu fechamento diante do que lhe é exterior. O fechamento destes é liderado pelos 12 Mais Velhos que se apresentam como o principal obstáculo do Episcopado de Tocoístas e da Personificação, no seu processo de reformização do Tocoísmo segundo os parâmetros do mercado da fé e do globalismo neo-liberal e do moderno catolicismo pentecostalista.

No seu terceiro capítulo, o Manual aborda de forma resumida a problemática da periodização e caracterização das 10 principais facetas do Tocoísmo, a saber: o Profetismo Tocoísta, o Messianismo Tocoísta, o Evangelismo Tocoísta, o Nacionalismo Tocoísta, a Ideologia dos Tocoístas, a Yavelogia - a Teologia dos Tocoístas, Literatura Tocoísta, Intelectualidade Tocoísta - a Intelligentsia Tocoísta, a Conflitualidade no Tocoísmo e os Distintos Tocoísmos, respectivamente.

Com o mesmo, pensamos que o GCNET procurou tocar no âmago da problemática nuclear dos Estudos Tocoístas, no âmbito da produção de conhecimentos científicos a partir da realidade Tocoísta, da construção de um discurso tococêntrico e do modelo específico de interpretação da realidade social (o modelo relembrista), cujo enfoque resulte inequivocamente da Relembrança da Igreja de Cristo.

E esta forma Tocoísta de interpretar os eventos mais recentes da história humana, leva a que se repense muito bem como se deve abordar os vários aspectos relacionados com a realidade Tocoísta, muito mais por causa da sua simbologia, cosmologia e do significado que os Estudos Tocoistas atribuem aos Eventos Tocoístas, que já reclama pela sua merecida autonomização em termos de periodização e de estudos em Ciências Sociais.

É evidente que ao apresentar-se como um trabalho complexo, o Manual procura ter em atenção não somente os acontecimentos e eventos em si, os marcos que definem o fim e começo dos períodos, mas também a sua simbologia, os seus significados, a respectiva contextualização do Tocoísmo em cada uma das suas fases e todo um conjunto de elementos que definem o Tocoísmo como um fenómeno social do mundo contemporâneo.

E com o mesmo, o GCNET deixou bem vincado o seu contributo para os Estudos Tocoístas e inaugura a tradição yavelógica do saber endógeno do Tocoísmo.

Bem haja Tocoismo

Via facebook/Nova esperança do Tokoísmo

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